
Adoro fazer comprinhas de farmácia, os cosméticos com seus perfumes e belas embalagens têm um apelo irresistível para mim. O local do crime é sempre alguma filial das drogarias megastore do bairro, onde na maioria das vezes sou atendida quase com indiferença, por um funcionário transitório, que não tem nada a ver com seu patrão, e muito menos comigo...
E no outro lado da história existe a farmácia do Sr. Takaoka, pequena, simples, basiquinha, com um número muito reduzido de cosméticos, de marcas mais simples e muitas vezes desconhecidas. Mas o Sr. Takaoka, farmacêutico das antigas, está sempre lá no balcão, há 56 anos no bairro, como hoje ele me disse. Sua farmácia é a mais próxima da minha casa, onde moro há uns 3 anos, e recentemente tenho a visitado quando preciso comprar medicamentos. Hoje, por indicação de uma amiga, fui adquirir gazes e água boricada para cuidar das assaduras do F. Quando levei os produtos até o caixa, o Sr. Takaoka me perguntou discretamente com um olhar de preocupação:
- É conjutivite?
Expliquei que não, contei para o que era, e ele me deu mais alguns sábios conselhos.
E mais uma vez saí de lá o achando um fofo, querendo dar um beijo no Sr. Takaoka, e me sentindo cada vez mais "em casa" na vizinhança. E entendi que o amor ao bairro, ou a qualquer lugar, se constrói através das relações com seus habitantes!
Foto: Tojosan











